A Culpa é das Estrelas – John Green (Editora Intrínseca)
Previsível
A Culpa é das Estrelas não é um livro ruim, mas confesso que esperava muito mais dele. Já havia assistido ao filme e não havia me agradado, no entanto, como se sabe, nem sempre a adaptação consegue ser tão fiel e transmitir todos os sentimentos e nuances das personagens com tanto poder quanto a palavra escrita consegue. Por isso, dei uma chance ao livro.
Porém,
como falei, não era o que esperava. Tinha ouvido que o livro é emocionante e,
olhe, que sou a pessoa mais fácil do mundo de fazer chorar. Mas, achei o
romance entre a Hazel e o Gus um pouco superficial. Afinal, eles são adolescentes e estão convivendo cara a cara com a morte, espera-se
coisas extremamente profundas, extremamente intensas daquela relação, espera-se
reflexões filosóficas que nos façam pensar sobre a vida, mas isso simplesmente não acontece [ou talvez, eu que seja
intensa demais e que precise de muito mais drama (risos)].
O
momento que consegui me emocionar com a leitura, a parte em que a Hazel, o Gus
e o Isaac simulam o velório do Gus, e ela lê para eles seu elogio fúnebre ao
namorado, eu já o havia lido na capa do livro. Acho que aquele trecho deveria
ser mantido bem guardado dentro das páginas, para quando chegar o momento, o
leitor se emocionar do jeito que deve ser... Outro momento que posso indicar
como bom entre o casal é a primeira vez entre eles. O Green conseguiu fazer do
momento algo leve e com romance. Delicado como deve ser.
Agora, se por um lado o romance entre os dois adolescentes não é tão envolvente quanto a expectativa almejava que fosse (pelo menos a minha, né?), a relação que vemos entre pais e filhos é muito mais forte e honesta. Tanto entre a Hazel e seus pais, quanto entre os pais do Gus e ele. Quando a Hazel conversa com os pais sobre o futuro e que ela entende que eles têm um futuro além dela, é, de longe, a parte mais tocante do livro.
Enfim,
A Culpa é das Estrelas não é um livro ruim, mas infelizmente, ele não me
convenceu. Me desculpem os fãs.



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