As Crônicas de Nárnia: O Sobrinho do Mago – C. S. Lewis (Editora Martins Fontes)



O Começo de Tudo

Desde a infância tinha uma vontade enorme de ler As Crônicas de Nárnia. Acho que, quando assisti ao filme O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, eu deveria ter por volta de 12 anos. Já naquela época, eu tinha a experiência de que livros são sempre (ou quase sempre, como tenho descoberto hoje em dia) melhores que as adaptações para o cinema. Só que, até agora, aos 25 anos, não tinha calhado de acontecer essa leitura. Na escola, o livro nunca estava disponível e, depois disso, foi uma falta de tempo atrás da outra. Já andava me lamentando. Para mim, na fase adulta, a leitura perderia toda a magia que teria se tivesse sido feita durante a infância/adolescência. Mas, eu não poderia estar mais enganada.
Não sei se tenho um eterno espírito infantil, mas achei a leitura de O Sobrinho do Mago incrível. Tão ou mais incrível do que se eu a tivesse feito aos doze anos. A leitura me encantou e perdi a noção do tempo e do espaço, como só costumava acontecer enquanto eu lia Harry Potter durante minha adolescência e infância. É, a magia nunca morre no coração de quem a ama. As Crônicas de Nárnia é a prova disso para mim.
Mas, vamos falar da história, não é? Bem, O Sobrinho do Mago é o início dessa aventura. É o começo de Nárnia, o começo de tudo. Conta a aventura de duas crianças: o Diggory, um menino petulante, mas que no fundo tem um bom coração; e a Polly, minha xará e vizinha do Diggory, que vai passar por poucas e boas por causa desta amizade.
Diggory mora com sua mãe (que tem uma doença muito grave), e com seu tio André e com sua tia Leta. Tio André é um fanfarrão meio maluco e tem o costume de mexer com feitiçaria. E é por causa dele que Polly e Diggory conhecerão Nárnia, na verdade, eles terão o privilégio de testemunhar a criação de Nárnia.
Tio André usará Polly para testar um de seus feitiços, fazendo a menina embarcar numa viagem para outros mundos. Para concertar a burrada do tio, Diggory irá atrás de Polly. Mas, como falei antes, Diggory é meio petulante e vai estragar as coisas ainda mais. Nessa outra dimensão, Diggory, por pura curiosidade e teimosia, acordará uma terrível feiticeira. A criatura é tão má, mas tão má, que até mesmo o planeta Terra estará em perigo.
Durante essa aventura, Diggory e Polly conhecerão Aslam e testemunharão a criação de todos os encantos e criaturas de Nárnia. Diggory terá que decidir entre curar sua mãe e salvar Nárnia das maldades da feiticeira Jadis. Enquanto eu lia esse trecho, em que vemos a criação de Nárnia e a resolução da missão dada a Diggory por Aslam, foi impossível para mim não desconfiar que o Lewis se inspirou na Bíblia, no Gênesis. É uma parte bem tocante do livro.

Bem, para descobrir o que acontece no final e se é mesmo tão bom quanto eu falo, você vai ter que ler O Sobrinho do Mago. Super recomendo essa leitura! Enquanto isso, eu tenho mais seis histórias para me deliciar!

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