Jane Eyre: dava era um bom de um novelão!
Título: Jane Eyre | Autor: Charlotte Brontë | Editora: KTTK | Tradução: Leyguarda Ferreira | Ano: 2018 | Nº de Páginas: 406 | Livro Digital | Nota: 📖📖📖📖
O livro de hoje foi minha primeira experiência com uma leitura coletiva. Li em conjunto com as meninas do grupo Cantinho da Leitura no whatsapp criado pela Camila do @vivenciasdeumaleitora e foi muito massa! É enriquecedor dividir uma leitura com outras pessoas que têm visões de mundo diferentes. Recomendo a experiência!
Jane Eyre, apesar de eu não ter gostado tanto assim do desfecho do livro, foi uma história que me conquistou, sobretudo pela protagonista. Jane é uma personagem incrível, forte, determinada e fiel aos seus princípios. Por ser um romance de formação, a retidão de caráter é um traço fundamental da Jane, e mesmo acontecendo todos os infortúnios possíveis com essa garota (é de dá dó, sério), ela não esmorece e não trai a verdade do seu coração.
Acompanhamos boa parte da infância da Jane, desde os maus-tratos que sofria da tia e dos primos até o seu começo difícil no internato, experiência essa que vai ser determinante no caráter da personagem. No entanto, é a vida adulta da Jane que é a peça central dessa história. Depois de anos vivendo no internando, de onde ela tinha virado professora, Jane decide ganhar o mundo e se torna a preceptora da pequena Adele na misteriosa e sombria Thornfield Hall.
Lá, ela conhece Edward Rochester, protetor da pequena Adele, e dono de uma personalidade tão sombria e misteriosa quanto a casa da qual é dono. Já dá para imaginar que vai dar romance, né? Autores de romance têm fetiche por personagens masculinos inacessíveis emocionalmente. Sério, nunca vi isso.
Apesar desse clichezão, isso não prejudica o livro. Jane Eyre é uma história e tanto, daquelas que a gente não consegue parar de ler, porque o final de cada capítulo acaba com um gancho que te mata de curiosidade para saber o que vai acontecer no próximo. Dava uma boa de uma novela das seis (me julguem)! É um plot twist atrás do outro, desses de a gente ficar de queixo caído.
Mas, como falei, o final não me agradou tanto. Achei que a Charlotte fez muito malabarismo para um “final feliz”. No entanto, por outro lado, entendo o livro no seu tempo. Afinal, estamos falando de quase dois séculos de diferença. O final escolhido pela autora fazia todo o sentido na época. Hoje, ele já não cabe mais para a cabeça de uma mulher progressista do século XXI, que sou. Entendo a Jane, mas me dou o direito de discordar dela.
Enfim, a escrita da Charlotte Brontë é sedutora e me deixou com água na boca para experimentar outras de suas obras. Com personagens bem construídos e um enredo digno de novela, a história não deixa nada a desejar. E, só para acrescentar, que é que tinha na genética dessas irmãs Brontë, hein? Que mulheres maravilhosas! Fica a dica de uma leitura fantástica!



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