A Travessia: aquele de autoajuda que a gente gosta
Título: A Travessia | Autor: William P. Young | Tradutor: Fabiano Morais | Editora: Arqueiro | Ano: 2012 | Nº de Páginas: 240 | Livro Físico | Nota: 📖📖📖📖
A Travessia estava encostado há uns 4 ou 5 anos na minha estante. Ele foi uma das minhas inúmeras compras da época da faculdade que, embora eu tivesse muita vontade de ler, nunca me sobrava tempo ou ânimo. Tirei-o da prateleira da livraria pelo simples fato de ser do mesmo autor de A Cabana. Tenho que dizer que pouco me lembro do livro, mas recordo que foi uma leitura prazerosa, tanto que me fez comprar outro livro do autor.
Confesso que, hoje, não gastaria mais meus míseros centavos com A Travessia. Ao longo dos anos, meus gostos ~ e prioridades~ literárias vêm mudando (o que eu acho ótimo). No entanto, A Travessia ainda se enquadra nos livros que eu" gastaria meu tempo" em sua leitura. Tem uma fórmula certa? Tem. É simples sem muitas surpresas ou qualidades literárias extraordinárias? É sim. Mas, é uma leitura que me agrada, que me diverte, que me faz meditar sobre meu momento espiritual. E acredito que o hábito de leitura também deve servir para isso.
A Travessia conta a história de Tony, um homem asqueroso e solitário, que depois de ter um mal súbito ficará entre a vida e a morte e terá uma experiência extracorpórea. Tony irá parar no seu próprio céu ~que anda mais capenga do que tudo~ e conhecerá Jesus e o Espírito Santo, de quem receberá uma missão: escolher uma única pessoa para ser curada (ele mesmo estando entre uma dessas escolhas). Vai ser uma decisão difícil, sobretudo porque essa experiência mudará todas as estruturas internas de sua personalidade e Tony também conhecerá uma família muito especial, que anda precisando de um milagre.
Apesar de tratar de um tema sério e de ter seus momentos profundos, A Travessia é um livro cheio de alívios cômicos e as situações em que o Tony se mete arranca umas boas gargalhadas da gente. Algo, aliás, que me surpreendeu bastante, porque esperava uma coisa um pouco mais melancólica (como A Cabana). Assim, o autor equilibra diversão e reflexão, fazendo com que a leitura seja gostosa.
Bem, se não fosse a minha determinação em esgotar os "livros por ler" da estante, talvez A Travessia não entraria mais na minha meta literária, por eu ter hoje outras prioridades. Mas, a gente é o que é, não é? E do mesmo jeito que consegue amar um Saramago, a gente também se diverte e emociona com um Young. Vaidades literárias só fazem a gente perder experiências. Não percam experiências. Enfim, amei A Travessia, e se você curtir leituras mais nesse estilo autoajuda, indico para você também!


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