Percy Jackson e a Batalha do Labirinto - Rick Riordan (Editora Intrínseca)


TEM SPOILER DOS LIVROS ANTERIORES

Links para textos de impressões sobre os livros anteriores:

A minha impressão ao ler o quarto livro da saga do meio-sangue Percy Jackson é: quando a coisa parecia que ia deslanchar, desandou. Confesso que fiquei frustrada com a história.

A aventura toda começa com o Percy indo visitar a sua nova escola, onde ele vai começar o Ensino Médio e onde o novo namorado da sua mãe, o Paul, é coordenador ou algo do tipo. Lá, com mais uma coincidência do destino, ele reecontra a Rachel Elizabeth Dare (lembra que eu disse que ela ia ser importante para o resto da história?) e eles descobrem que vão estudar na mesma escola.

Como é de se esperar, nada dá certo para o Percy, principalmente nos inícios dos livros, e ele se vê expulso da nova escola antes mesmo de iniciar o ano letivo: aparecem duas empousas disfarçadas de líderes de torcida super lindas e que causam o maior incêndio na sala de música da escola. Percy e Rachel só saem vivos dessa enrascada graças ao excepcional talento da Rachel de ver através da Névoa.

O Percy, que tinha um "encontro" com a Annabeth (que, aliás, ao ver a Rachel fica cheia de ciúmes), a esta altura, tem que sair correndo fugido da polícia mortal e da empousa-chefe que está furiosíssima com sua fuga e com a destruição de sua companheira.

Já no Acampamento Meio-Sangue, durante uma disputa em uma atividade, Annabeth e Percy caem em uma passagem secreta, que eles vêm a descobrir que é uma passagem para o Labirinto de Dédalo. Isso faz com que o Acampamento Meio-Sangue esteja em perigo, pois todos sabem que Luke e o exército de monstros do titã Cronos estão usando o Labirinto para se locomoverem pelo país, e não resta nenhuma dúvida que ele está à procura daquela passagem para finalmente colocar seu plano em ação: a destruição do acampamento.

Diante dessa situação, Annabeth ganha a sua primeira missão: achar Dédalo para que ele ajude o acampamento, impedindo que Luke e seus monstros entrem pela passagem secreta. Como sempre, Annabeth vai ao oráculo para receber a sua profecia para missão e decide levar consigo nessa missão: Percy, Groover  (que vê como a última oportunidade de encontrar Pan) e Tyson, sem, no entanto, revelar aos seus companheiros e a Quíron todo o conteúdo da profecia. 

Daí, começa a história, como você já sabe, cheia de monstros, deuses e deusas e tantos outros seres mágicos que o Percy encontra pelo caminho, sempre naquele ritmo de "vídeo game" tradicional até que se ache Dédalo e (quase) se resolva os problemas. Apesar de ser bastante movimentada, a história não (me) convence. Me parece um monte de fatos aleatórios e definitivamente não gostei da resolução do problema: "olha, a solução sempre esteve perto de você, nem precisava arriscar o pescoço daquele jeito". Isso frustra um pouco.

Um ponto forte para mim na história é que o Percy começa a entender seus sentimentos pela Annabeth e a Annabeth parece corresponder, no entanto, até mesmo isso desanda mais para o final do livro (estou dando spoiler do próprio livro, mas desculpa, preciso).Uma outra coisa boa (das poucas) que posso contar dessa história é o encontro dos garotos com Pan. É a parte mais legal do livro. Tem uma mensagem boa por trás de toda aquela metáfora. E tenho o palpite de que vai ser um episódio fundamental para todo o desenrolar do final da saga.

Bem, não é um livro ruim, mas não correspondeu as minhas expectativas para ele. Esperava bem mais depois do A Maldição do Titã que foi um livro ótimo. Mas vale a pena ler para dar seguimento a saga. Essa aventura trás informações importantes para desenrolar da história e é o livro em que Cronos ganha um corpo e vai começar a agir por ele mesmo (o jeito que ele ganha esse "novo corpo" é meio chocante). É ler e esperar que O Último Olimpiano surpreenda.

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