Bree: aquele velho clichê água-com-açúcar







Título: Bree |Autor:  Tay Lopes |Editora: Maresia |Ano: 2017 |Nº de Páginas: 395 |Livro Digital | Nota: 📖📖 






Li Bree a convite da própria autora, o que fiz com muita felicidade (aliás se quiser que eu leia seu livro me procura no direct, amo quando me procuram para ler os próprios escritos). No começo, pensei que fosse uma fantasia por causa da descrição (bastante poética) do skoob, mas Bree é um romance, daqueles bem clichezinhos adolescentes, sabe? Bem estilo Nora Roberts ou Nicholas Sparks, cheio de drama e com aqueles amores “para sempre”, que a galera curte para chorar. 
O livro conta a história de Bree Miller, uma adolescente que sofre bullying (bem pesado, digamos de passagem) na escola e vê sua família desmoronando depois que o pai foi preso por cometer fraude nos negócios da família. A garota encontra companhia nos livros, e apoio na melhor amiga Lili, que embora também tenha sido prejudicada pelos erros do Sr. Miller, já que seu pai era sócio na mesma empresa, não abandonou a amiga. Diferentemente da Lili, seu irmão Ethan, interesse amoroso de Bree, não a “perdoou”. Decidiu colocar Bree e toda a sua família em um único pacote, culpando a garota por todos os problemas que o pai dela lhe causou. 
Assim, vemos o desenrolar dos fatos, a superação do bullying pela Bree e a reaproximação com o Ethan, cominando em um romance bem clichezudo entre os dois, cheio de drama e inverossimilhança haha. 
Particularmente, esse estilo de leitura não faz tanto meu tipo. Os romances geralmente trazem uma protagonista muito dependente do interesse amoroso e o cara é, comumente, uma pessoa inacessível emocionalmente, pelo menos por boa parte do livro. Por exemplo, o Ethan só dá o braço a torcer e para de ignorar a Bree quando ela, aparentemente, começa a se interessar por outro rapaz. Outro exemplo é que a Bree só supera o bullying, que quem comete é a ex-namorada do Ethan, depois que eles estão juntos. Queria ver a Bree superar aquilo com força própria, sabe? Sem muletas românticas. 
No entanto, a escrita da Tay é boa. Ela é competente em criar os personagens, sobretudo a Bree. Conseguimos estar nos lugares em que a Bree está e sentir o que a Bree sente. A autora descreve tudo sem enrolação, equilibrando objetividade e subjetividade na medida certa. 
Enfim, Bree é um desses romances adolescentes clichezudos (e nacional), que discute assuntos tão sérios como o bullying e a desestruturação familiar. Acho que agradaria ao público-leitor do Sparks ou da Roberts. Além de ser uma oportunidade de conhecer uma autora nacional. ;) 

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