O Nome da Rosa: quando a teologia e a filosofia são mais interessantes do que o mistério de um assassino em série

Título: O Nome da Rosa | Autor: Umberto Eco| Tradutores: Aurora Fornoni Bernardini e Homero Freitas de Andrade | Editora: Record | Ano: 2016 | Nº de Páginas: 560 | Livro Digital | Nota: 📖📖📖📖
O Nome da Rosa entrou na minha lista de leitura por causa do Desafio Rory Gilmore (sim, aquela famigerada lista de 300 livros, que provavelmente eu nunca vou terminar de ler). Vez ou outra, eu vou lá e escolho um título aleatoriamente e ela até que me tem trazido boas leituras. Não posso dizer que O Nome da Rosa tenha me conquistado. Ele está longe de ser um daqueles livros que me prenderam e me marcaram, mas ele tem, sim, bastante coisas interessantes.
O Nome da Rosa se passa na Idade Média, para ser mais exata, no ano de 1327, em um mosteiro franciscano na Itália. Pelos olhos de Adson de Melk, pupilo do sábio Frei Guilherme de Baskerville, acompanhamos o desenrolar da investigação de um misterioso assassinato (que logo se tornará uma série de mortes) no mosteiro. Bem no estilo Sherlock Holmes, vemos Guilherme decifrar os motivos e as interligações entre os assassinatos, chegando a um final, no mínimo, muito inesperado.
Confesso que não embarquei muito na investigação, acho que o Umberto Eco deu um ritmo bastante lento ao que normalmente pede um thriller e acredito que essa tenha sido a intenção mesmo. O Nome da Rosa parece ter sido escrito com o intuito de promover discussões teológicas e filosóficas e, para mim, esta é a melhor faceta do livro. Descontando as intermináveis passagens em latim, as longas conversas teológicas entre Guilherme e Adson, e entre Guilherme e o ranzinza Jorge de Burgos são extremamente interessantes (pelo menos para mim que sou super interessada pelos assuntos). E dá para virar fãzinha do Guilherme, que ô senhorzinho inteligente!
Outro aspecto interessantíssimo é a colocação histórica do autor. Ele descreve o tempo em que vivem os personagens com maestria e acredito que dê para aprender um pouco sobre Idade Média, ao menos o suficiente para interessar o leitor a descobrir um pouco mais sobre essa época.
Enfim, O Nome da Rosa, apesar de ser lento para um thriller, é um livro bastante interessante e vale a pena dedicar um tempo a sua leitura. E se você gostar de história e discussões teológicas e filosóficas, então... Fica a dica!


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