O Restaurante no Fim do Universo: Adams Ainda Mais Louco







Título: O Restaurante no Fim do Universo |Autor: Douglas Adams |Tradutor: Carlos Irineu da Costa |Editora:Arqueiro |Ano: 2010 |Nº de Páginas: 221 |Livro Digital Nota: 📖📖📖📖





Primeiramente, preciso deixar claro que não faço a mínima ideia de como escrever uma impressão literária sobre esse livro, que é ainda mais doido que o primeiro dessa “trilogia de cinco”. Então, caso você não entenda nada daqui para frente, a culpa é inteiramente do livro. Confesso que fiquei completamente perdida do início ao fim de sua leitura e aconselho a não “lê-lo” por audiolivro. Tudo o que acontece na história é tão improvável, que fica difícil de acompanhar por áudio, mas garanto que o humor sarcástico do Adams é ainda mais afiado neste livro do que em O Guia do Mochileiro das Galáxias.
O livro inicia com a nave de improbabilidade roubada por Zaphod Beeblebrox sendo atacada mais uma vez pelos vogons. Arthur Dent e companhia precisam urgentemente fugir dali, caso contrário, aquele será o ponto final da aventura. O problema é que o computador que comanda a nave está muito ocupado para preocupar-se com coisas tão tolas como fugir de um bombardeamento: ele está simplesmente descobrindo como é que se faz chá! É uma ideia absurda, né? Mas é o Adams, fazer o quê?
De uma maneira muito louca e com a ajuda do espectro de um antepassado de Zaphod, eles conseguem escapar da morte viajando no tempo (para futuro) e indo parar em um lugar super badalado chamado O Restaurante no Fim do Universo, não sem antes o Zaphod ter uma conversa muito séria com o carinha que governa todo o universo, que acredito que seja o mesmo que conhecemos pelo nome “Deus”. Aparentemente, Ele está tão perdido quanto o Zaphod, eu e você. E, por falar nisso, os livros do Adams são bem absurdos para pessoas religiosas. Não aconselho.
Já no tal restaurante, acontecem coisas tão absurdas que é difícil até de descrever. Mas, como exemplo, posso citar o caso da comida que vai se oferecer para refeição em pessoa. Sim, é isso mesmo o que você leu. O trecho do livro descreve uma vaca indo à mesa oferecer pedaços de si mesma aos clientes, na verdade, ela implora para ser sacrificada e comida. Tenho que confessar que essa cena fez tico e teco se baterem aqui na caixola. Senti a mesma confusão que Arthur... Sério! Pensei seriamente em virar vegetariana depois dessa.
Depois disso, eles ainda roubam outra nave e acabam viajando mais uma vez no tempo, só que dessa vez vão para o passado. O grupo se separa e Arthur e Ford Prefect acabam parando na Terra primitiva e descobrem que os cientistas, na verdade, estão bem errados sobre o passado do nosso planeta. Os humanos não descendem dos primatas, coisa nenhuma. Os nossos antepassados, na verdade, é um povo bem obtuso, que foi expulso de um outro planeta por ser completamente desnecessário e que apenas se preocupa com o que não é realmente importante. Adams tira sarro da humanidade de forma maestral!
O único ponto negativo do livro é que o Marvin, infelizmente, quase não aparece. O robô é definitivamente meu personagem preferido da série e fez uma falta e tanto durante a história. Mas, O Restaurante no Fim do Universo é tão bom quanto O Guia do Mochileiro das Galáxias, tão doido e tão confuso quanto, mas igualmente maravilhoso. Mais um que eu indico! E também indico o vídeo-resenha do canal Palavras Cruzadas, que é excepcional e faz jus à preciosidade que é esse livro. Vai te dar ainda mais vontade de ler.

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