O Código da Vinci: aquela velha mistura de teoria da conspiração, história da arte e mistério







Título: O Código da Vinci| Autor:  Dan Brown| Tradutor: Celine Cavalcante Falck-Cook | Editora: Sextante| Ano: 2004 | Nº de Páginas: 432| Livro Físico | Nota: 📖📖📖📖 

Acho que O Código da Vinci dispensa apresentações, né? Best seller no início dos anos 2000, ele é considerado a obra-prima de Dan Brown, algo com o que eu preciso discordar. Existem dois outros livros bem melhores do autor: Anjos e Demônios e O Símbolo Perdido (pelo menos na minha humilde opinião). Se bem que, eu tenho a teoria de que o melhor livro (ou os melhores livros) do Brown que uma pessoa pode ler é o primeiro que aparece em suas mãos. Todos eles têm esse quê de enciclopédia, prontos para nos ensinar alguma coisa sobre arte, religião ou algo parecido, e uma escrita urgente que nos faz devorá-los.  Porém, depois de ler alguns, você se acostuma com estilo e descobre quem é o vilão antes da metade do livro, e então perde um pouco a graça. 
Eu nunca tinha lido O Código da Vinci e ele entrou na lista por causa do #RoryGilmoreBookChallenge. Apesar de ter assistido à adaptação na época em que foi lançada, eu não me lembrava de nada e o pouco que lembrava foi bastante diferente do desenrolar do livro. No entanto, assim que o vilão entrou em cena (algo que não tinha a menor lembrança), eu já sabia que seria ele o culpado de toda aquela loucura. Como disse antes, Dan Brown aparentemente usa uma fórmula só para todos os seus livros e, uma vez que se acostuma com ela, a gente já mata a charada logo de cara. 
Mas ainda vale a leitura? Vale, claro que vale! Você vai morrer de raiva porque o Langdon vai fazer papel de trouxa todo o tempo e não vai perceber? Você vai sim. Mas, as referências sobre arte, ciência e religião celta fazem o livro valer a pena. E ainda vai fazer você se interessar pela biografia de Leonardo da Vinci (que preciso ler para ontem). Confesso que fiquei muito curiosa durante toda a leitura para descobrir até onde era verdade e fato histórico e onde começa as teorias da conspiração, o que me fez pará-la várias vezes para fazer pesquisas na internet. Algo que avalio como positivo, porque para que serve um livro se não para te fazer formular mais perguntas e procurar mais conhecimento? E para melhorar: ele faz isso de uma forma divertida! Então, sim. Vale muito a pena a leitura, mesmo que você já tenha lido uns 300 livros do Brown e descubra o psicopata logo no segundo capítulo. Agora, se você não leu nenhum Dan Brown, é provável que você ame e não largue o livro até chegar a última página! 

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