Contos de Aprendiz: para refletir, divertir e emocionar
Apesar de ser consagrado por sua poesia, Carlos Drummond de Andrade também se arriscava na prosa e Contos de Aprendiz é um exemplo disso. Reunindo uma coletânea de contos que abordam uma infinidade de assuntos, Contos de Aprendiz faz emocionar, rir e refletir, tudo com a mesma intensidade.
Alguns contos me tocaram muito mais do que outros, mas todos, sem exceção, imprimem, de alguma forma, na alma do leitor uma mensagem importante, seja sobre a simplicidade da vida, ou sobre desigualdade social, ou sobre nossa vil mortalidade solitária ou, até mesmo, sobre a ternura inocente de um amor dedicado a um animal.
Destaco como os que mais gostei os seguintes: A Doida, que me fez sentir aquele vazio pesado de existir; Câmara e Cadeia, que nos mostra que o problema da desumanização dos presídios brasileiros não é de hoje; Meu Companheiro (lindíssimo!), que fala sobre o amor de um homem a um cachorro; O Gerente, o maior dos contos e é uma espécie de história policial de mistério, que vai dar um nó em sua cabeça; Flor, Telefone, Moça, que é um belo de um conto de terror; e Um Escritor Nasce e Morre, que fala de maneira belíssima sobre o que é ser escritor pela perspectiva do Drummond.
Enfim, vale a pena dar uma chance à prosa do Drummond!



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