Memórias da Infância em que eu Morri: mais um nacional incrível
Memórias da Infância em que eu Morri é o primeiro volume da trilogia do autor nacional @hugopascottinipernet, que, já posso dizer, está entre um dos melhores livros lidos de 2019.
Narrado em primeira pessoa, o livro nos conta a história de um garoto chamado Hugo, que, após se mudar com sua família para uma casa maravilhosa e afastada da loucura urbana, descobre uma grave doença por causa de uma queda na piscina. Que doença é essa? Esta é uma das coisas que temos que ir descobrindo durante a leitura, contá-la só estragaria a experiência.
Aliás, Memórias da Infância em que eu Morri é um livro de camadas, cheio de mistérios e emoções. Se, por um momento, ele faz você pensar que sabe sobre o que ele realmente dialoga, no outro, porém, o autor vai lá e descontrói tudo o que você havia imaginado, e é assim até o seu final (até a última página mesmo!).
Hugo faz parte de uma família bastante católica e a questão da fé é um dos principais temas do livro. O menino, apesar de tão pequeno, já tem suas indagações sobre a religiosidade, e sua relação com a divindade não é tão pacífica e devota quanto a dos seus pais.
E, por falar nos pais, a relação deles com a doença do garoto é também outro tema bastante explorado no livro. Cada um deles, pai e mãe, vai reagir de uma maneira diferente. O livro apresenta ainda alguns toques de – se assim podemos chamar, já que isto depende muito da interpretação que o leitor queira dar – fantasia, arrisco até em falar em realismo mágico. E, como bônus, a história ainda pode despertar a curiosidade de descobrir a obra de Fernando Pessoa, já que o Hugo é apaixonado pelo poeta.
Uma coisa legal do livro é que ele surgiu da experiência pessoal do autor, que transformou sua própria vivência com algumas pitadas de coisa imaginada em literatura e arte (e isso é show, porque me perguntei, durante toda a leitura, o que tinha acontecido de fato e o que era apenas “licença poética”), revivendo um momento de sofrimento de uma forma sensível e cheia de poesia.
Ler Memórias da Infância em que eu Morri me provocou os mais variados sentimentos: angústia, aflição, surpresa, ternura. Hugo nos faz sentir o que ele sente e nos prende em sua narrativa infantil, sem deixar de ser complexa. É aquele tipo de livro que faz você precisar de alguém para debater sobre ele quando o termina, sabe? Com certeza, o Pasconttini é um autor nacional para indicar para todo mundo! E já espero pelos próximos da série!



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